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Os embarcadores que colocam profissionais de logística no primeiro escalão são ainda minoria no Brasil, mas a tendência é integrar todas as atividades ligadas ao Supply Chain Management no mesmo departamento, aumentando a sinergia, agilizando a gestão e reduzindo custos. Mas onde colocar a gestão da cadeia de abastecimento? Até que ponto as atividades logísticas devem ser terceirizadas? Veja a opinião dos consultores e de quem já passou pela experiência.

Já o consultor José Geraldo Vantine que implantou projetos de logística em mais de 600 empresas, lista os fatores a serem considerados pelos embarcadores no momento de organizar essa área: “A decisão de ter um gerente, diretor ou vice-presidente de Logística está ligada à visão estratégica do volume de produção e de vendas, da amplitude territorial e do impacto do custo logístico sobre o faturamento. Em toda nossa trajetória, ainda não identificamos nenhuma empresa, mesmo entre as multinacionais, com um vice-presidente de Logística – e este é um erro. Várias contam com a função de diretor, mas a maioria ainda está no nível de gerencia. Independentemente das variáveis citadas, todas empresas necessita ter, no mínimo, um gerente de Logística.

Segundo Vantine, as consultorias de logística ajudam os embarcadores na reorganização funcional da área. “Trabalhamos no reagrupamento dos processos e encurtamos a distancia para a tomada de decisão, aprimorando a assertividade do planejamento e o nível de serviço para atendimento.

Ele não acredita, porém em sua tendência a ser seguida. “Sob a ótica de gestão, o embarcador deverá ter sempre estrutura própria; quanto às operações de valor, tanto em relação ao custo quanto ao nível de serviço para opção terceirizada”.