“Tive meu primeiro contato profissional com o Vantine em 1983, quando eu atuava como responsável pelo Departamento de Engenharia e Projetos da, na época, maior indústria de cutelaria a nível nacional e mundial.

Também foi meu primeiro contato com o mundo da logística, quando esta área ainda não era denominada como tal. Foi um aprendizado e tanto com o Vantine, quando projetamos juntos um Centro de Distribuição e, até 1985, quando, sob a orientação dele, desenvolvemos um conceito de embalagens que atendia tanto aos preceitos de estocagem, quanto aos de logística de distribuição, seja via ferroviária, rodoviária ou marítima. Foi com ele que conheci o chamado “master box”, cujo conceito utilizo até os dias atuais.

Você se depara, ao longo da carreira profissional, com profissionais cujo conhecimento e competência influenciam sua trajetória de aprendizado, os quais costumo chamar de “Mestres”. Não tenho dúvida alguma em chamar o Vantine de meu “Mestre” no campo da logística, de quem absorvi os princípios, conceitos e técnicas logísticas que retenho e utilizo até os dias atuais. Ou seja, o Vantine já era moderno e à frente do saber na década de 80.

Mas também não consigo esquecer do amigo. Foram inúmeras as oportunidades em que nos deslocávamos para jantar em Bento Gonçalves, Garibaldi e Caxias do Sul, a 130 km de Porto Alegre, na serra gaúcha, para apreciar a boa comida e, principalmente, degustar um bom vinho. Aliás, tenho que reconhecer o Vantine como um dos melhores apreciadores e degustadores de vinho que já conheci. Além disso, consegui torná-lo um apreciador da legítima comida campeira e das danças gaúchas, nas freqüentes idas ao restaurante do Tio Flor.

De tudo isso, ainda hoje, quando penso em projetos logísticos, a primeira pessoa que me vem à mente é o Vantine, que além de profissional é um ser humano de primeira grandeza.”