POR QUE 06/JUNHO NÃO É DIA DA LOGÍSTICA?
12 de junho de 2023

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POR QUE 06/JUNHO NÃO É DIA DA LOGÍSTICA?

Vou explicar e informar.
Ao liderar um grupo de colegas para criar a ASLOG em 1989, nosso principal objetivo foi congregar pessoas para o desenvolvimento da profissão na área de Logística e criação de curso bacharelado em Logística;

A.) O CONCEITO

1. Não existe “dia de atividade”, exemplo: “Dia da Engenharia”, é “Dia do Engenheiro”, nem “Dia da Administração, mas “Dia do Administrado etc.

2. Profissão regulamentada pelo MEC, como médico, engenheiro, administrador, na Logística não existe, como também não existe o vocábulo “logístico” como substantivo denominando a profissão. Pode sim, se usado como adjetivo, por exemplo: “Condomínio Logístico”, “Operador Logístico”

3. Portanto, o que se pode denominar como Profissional de Logística? Apenas “Tecnólogo em Logística” é reconhecido pelo MEC;

4. Já o MTE, no CBO – Código Brasileiro de Ocupação, apresenta muitas funções (não profissões) como: “Analista de Logística” – código 2527-15; “Auxiliar de Logística” – código 4141-40; até mesmo Diretor de Logística e Suprimentos – código 1226-05). Leiam artigo de minha autoria na Logweb maio/junho-2022, página 17;

5. Em 2016, o MTE incluiu a ocupação de “Engenheiro de Logística” – código 2149-45 da família ocupacional de “Engenheiro de Produção”;

6. Portanto, do ponto de vista técnico, só existem 2 profissões regulamentadas no setor de Logística: Tudo o mais eu classifico como “Função”;

7. Tive a sorte de conviver com os maiores mestres da academia americana na área de Logística, entre eles, destaco o amigo Douglas Lambert, Ph.D. professor emérito da The Ohio State University e lá conheci o curso de graduação bacharelado (Bachelor of Science in Logistics), equivalendo aqui, ao curso superior de 5 anos de Administração em Logística. Esse considerado “Profissional de Logística”;

Então, o que deve ser considerado o dia 06 de junho?

B.) A ORIGEM

1. Inicialmente em 14/04/2010, através de propositura da ASLOG (representada por Rodrigo Vilaça, Altamiro Borges e Adalberto Panzan), a Deputada Aline Correa entrou com Projeto de Lei para a criação do “Dia do Profissional da Logística”, a ser comemorado no dia 06/junho;

2. Tempos depois, a Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara Federal encaminhou o processo para audiência pública presidida pelo Deputado Federal Leopoldo Meyer (PSB-PR). Ali como testemunha, Paulo Fleury (ILOS) e Paulo Resende (FDC) além de Rodrigo Vilaça;

3. Como se observa até esse ponto, tudo aconteceu longe do conhecimento dos associados da entidade e sem que esses pudessem opinar;

4. Depois dos tramites regulamentares, em 03/maio/2022, o Presidente Bolsonaro sancionou a Lei 14.329/22 instituindo o “Dia do Profissional de Logística”

C.) GRANDE ERRO TÉCNICO E HISTÓRICO

1. Desde o início de abril/2010, foi usado elemento motivador para definição da data de 06 de junho, o “Dia D”, (garanto que 90% de quem estão lendo esse artigo sabe que seu significado);

2. Na justificativa, o grande erro técnico e histórico foi considerar a mais sangrenta batalha da 2ª Guerra Mundial (1939/1945). quando em 6/6/1944 as tropas aliadas (sabem o que é isso?) lutaram contra as tropas da Alemanha nazista (leia-se Hitler), na região da Normandia no norte da França (procurem na internet). Foi denominada “Operação Overlord”;

3. Segundo o Museu Memorial do Holocausto de Washington, DC, 7 mil navios, 156 soldados, 12 aeronaves e 50 mil veículos de guerra participaram dessa batalha que durou 80 dias, na qual morreram cerca de 10 mil soldados aliados e 9 mil alemães!

4. ERRO Nº 1: TÉCNICO: Essa operação NÃO é considerada como “Logística”, mas como “Tática de Guerra”. E NENHUMA RELAÇÃO COM A LOGÍSTICA EMPRESARIAL”;

5. ERRO Nº 2: HISTÓRICO: Para os brasileiros (à exceção dos 21.000 soldados da Força Expedicionária Brasileira, conhecidos como “Pracinhas”, que lutaram na Itália e são considerados Heróis), esse fato nada representa, foi distante, sem envolvimento direto do Brasil, aconteceu há 80 anos. Foi uma INFELIZ referência utilizada;

6. ERRO Nº 3: COLETIVO: Nas redes sociais, as pessoas repetem a comemoração do “dia da Logística” sem sequer analisar o que pode evidenciar ou estudar o significado. Esse é o que chamo de “Efeito papagaio.”

D.) DÚVIDA E SOLUÇÃO SOBRE O PROFISSIONAL

1. PROFISSIONAL: Quem estuda engenharia é engenheiro (é um substantivo) e que se especializa em software é “engenheiro de software”. Quem estuda marketing não é “marketeiro”, é “mercadólogo”, mas em Logística não existe o “Logístico”;

2. Como vimos, na Logística temos 2 profissionais nomeados: “Tecnólogo em Logística” e “Engenheiro de Logística”;

3. O que fazer para corrigir esse erro técnico? Eu memo, trabalho há 50 anos em Logística, dos quais 36 em Consultoria, posso ser considerado um profissional de Logística? Em tese não!

4. Qual a solução? Do bravo caminhoneiro, passando pelos estivadores até gerentes, diretores e vice-presidentes, que atuam em alguma atividade dos processos logísticos, considero como “Profissional de Logística”. Basta refletir sobre a definição da Logística e, se aplicar esse conhecimento, pois tem muita bobagem nas redes sociais.

“…É PARTE INTEGRANTE DO PROCESSO DA CADEIA DE ABASTECIMENTO QUE PLANEJA, IMPLEMENTA E CONTROLA DE FORMA EFICAZ E EFICIENTE O FLUXO E ARMAZENAMENTO DE BENS, SERVIÇOS E INFORMAÇÃO RELACIONADA, DESDE O PONTO DE ORIGEM AO PONTO DE CONSUMO DE MODO A ATENDER AOS REQUISITOS DOS CLIENTES”.

E.) DÚVIDA E SOLUÇÃO REFERENCIAS & INSPIRAÇÃO

Ano após ano eu defendo a mesma tese: DIA NACIONAL DO PROFISSIONAL DE LOGÍSTICA DEVE TER COMO REFERÊNCIA E INSPIRAÇÃO A FUNDAÇÃO DA ASLOG – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LOGÍSTICA EM 06/JUNHO/1989, uma vez que a lei 14.329 de 03/05/2002 diz “Fica instituído o dia 06 de Junho como o “Dia Nacional do Profissional de Logística, a ser celebrado anualmente em todo território nacional” felizmente não menciona a inadequada e incorreta justificativa original. Assim, conheçam a cerimônia da fundação da original ASLOG no link Assembleia Fundação ASLOG – Consultoria em Logística e Supply Chain – Vantine Consulting Consultoria em Logística e Supply Chain – Vantine Consulting

JG VANTINE: https://vantine.com.br/biografia-profissional-jg-vantine/

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Webnário realizado pelo Jornal OVale, com a participação de JG Vantine, A LOGÍSTICA FORTE.

O consultor e especialista em logística José Geraldo Vantine vê a Rodovia dos Tamoios com um impacto que extrapola a região do Vale do Paraíba. Ele participou, na última quarta-feira (5), do segundo dia do webinário ‘Tamoios, O Futuro em Obras’, realizado por OVALE, no segundo capítulo do projeto ‘Brasil do Futuro’, que debate as obras de ampliação da rodovia que liga o Vale do Paraíba ao Litoral Norte.

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11 de dezembro de 2020

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No ambiente empresarial, a Logística começou a tomar forma no início dos anos 50 (Século 20), momento em que universidades americanas (repletas de grandes cientistas de vários países do mundo pós-guerra) e com suas indústrias preservadas (o palco da 2ª Guerra não foi em território dos EUA), iniciou o processo de crescimento acelerado. O Marketing logo virou ciência na academia e aí se incorporou o “P” (Place) e criou-se o conceito de “Distribuição Comercial” e logo virou “Distribuição Física” e nos anos 80 assumiu a mega função empresarial: “LOGÍSTICA”. Na virada dos anos 90 vieram os softwares (como WMS, TMS, ERP) e mais à frente tantas tecnologias que “turbinaram” a Logística. Mas será que funciona mesmo?
I – INTRODUÇÃO
Primeiro é preciso situar a Logística em cada elo das cadeias produtivas (cadeia de abastecimento é outra coisa), começando nas fontes primárias e terminando nos consumidores. É um longo caminho no qual a Logística é aplicada conforme o elo de atuação.Exemplo básico – Indústria de Consumo(vide no arquivo PDF)“A” – O ciclo não é tão simples como ilustrado e exige processos logísticos sofisticados, especialmente em “2” e “3”;“B” – É o início da cadeia logística pipeline e esse elo é o mais “equilibrado sob o prisma da demanda”;“C” & “I” – É o conjunto de elos (que podem ter melhor desempenho com a Gestão Integrada da Cadeia de Abastecimento / Supply Chain Management), e cada um deles tem sua característica funcional e operacional próprios.
Embora as várias tecnologias em logística se apliquem em todos os elos da cadeia produtiva, é no ciclo “C” & “I” que se exige mais importância de soluções porque envolve duas das principais variáveis que impactam o lucro das empresas:
ESTOQUE – Equilíbrio para não faltar e não sobrar;SERVIÇO AO CLIENTE – Na era da “não fidelidade” esse é o diferencial competitivo, quer seja no B2B ou no B2C. Assim, importante ficar claro o que é LOGÍSTICA.

“Logística é parte integrante da cadeia de abastecimento que planeja, implementa e controla de forma eficaz e eficiente o fluxo e armazenamento de bens, serviços e informação relacionada, desde o ponto de origem ao ponto de consumo de modo a atender os requerimentos dos clientes”. Lambert / Stock / Vantine

Dessa forma, é necessário o entendimento que Logística transcende as paredes da simplicidade interpretativa. A complexidade atual e futura, além da amplitude da aplicação de tecnologias e Tecnologia da Informação, observar no diagrama a seguir as interfaces que demonstram o completo Ecossistema.
(continue lendo no arquivo PDF)

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LIVE – RODA VIVA DA LOGÍSTICA COM VANTINE
17 de agosto de 2020

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Evento online comemora a Vantine Consulting e seu fundador, José Geraldo Vantine, que há mais de três décadas ajudam a desenvolver a logística no País. Um dos convidados foi o diretor presidente e CEO da ABOL – Associação Brasileira de Operadores Logísticos, Cesar Meireles.
Para celebrar os 34 anos da Vantine Consulting e a renomada carreira do empresário e executivo, expert em logística, José Geraldo Vantine, o programa Roda Viva da Logística, organizado pelo Guia Kast, reuniu profissionais do setor para que, com ele, discutisse o cenário atual e as perspectivas na logística.

Fundador e CEO da Vantine Consulting, Vantine tem 45 anos integralmente dedicados às atividades de logística. Com formações em Engenharia Industrial pela Escola de Engenharia Industrial de São José dos Campos, em Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos pela Universidade da Flórida, em Supply Chain pela Ohio State University e em Cadeia de Abastecimento pela Cranfield University, Vantine trabalhou na General Motors por 10 anos como superintendente de logística e foi presidente da Urbanizadora Municipal (Urbam) até fundar a Vantine Consulting em agosto de 1986.

O grupo de entrevistadores foi composto pelo diretor presidente e CEO da ABOL – Associação Brasileira de Operadores Logísticos, Cesar Meireles; pelo diretor presidente do SSN Business Group, Silvio Soares Nazaré; pela Vice President Global Procurement da Yamana Gold Inc., Cristina Bertoni; pelo fundador e CEO da TRUCKPAD, Carlos Mira; pelo CEO da Gerdau Special Steel Brasil, Fladimir Gauto e pelo CEO da ECHOS – Innovation Lab, Carlos Alberto Julio. A moderação do encontro ficou por conta do empreendedor digital Rodilson Silva, fundador do Guia Kast – Logística e Supply Chain, canal do Guia Corporativo.

Além de comentar sobre a sua experiência profissional, Vantine fez análises a partir de perguntas formuladas pelos participantes sobre temas da realidade da logística no contexto da pandemia e também sobre como será o momento pós pandemia.

“Nosso problema, e não vou entrar na esfera política, é ser o Brasil um país muito legalizado, ou seja, com muitas leis, condição que promove muita discussão e pouca ação concreta. Somos ainda um país dirigido pelo meio jurídico, que dispõe de recursos que podem interromper ou encerrar uma obra. Entendo que o Brasil perdeu o trem do desenvolvimento. Fizemos uso de modelos de privatização que comprometeram a concorrência entre as empresas e, por consequência, a evolução da eficiência logística. O meu olhar hoje para o amanhã é de apreensão. Estamos atrasados. A velocidade da inovação não é a da infraestrutura e, hoje, no Brasil, uma compromete a outra. Estamos em uma corrida de obstáculos”, avaliou.

Sobre o ritmo da evolução da inovação tecnológica e o impacto nas empresas e nas dinâmicas de trabalho, especialmente no âmbito da logística, Vantine comentou que a dificuldade atual, além da evidente velocidade com que as novas tecnologias estão transformando a cadeia de suprimentos, abastecimento e distribuição, é o desafio de modificar processos.

“A digitalização não aconteceu em todas as etapas da cadeia logística, e isso afeta o processo e os profissionais envolvidos. Todos estão adaptando-se às mudanças necessárias, e estas precisam respeitar a estruturação dos processos. Na logística temos três elementos: fornecedor, indústria e varejo. Na relação entre fornecedor e indústria de transformação, a linguagem é similar, e é possível desenvolver uma logística excepcional. No lado da indústria/varejo, a linguagem é diferente, porque o varejo não trabalha com planejamento de demanda como o faz a indústria, mas com previsão de venda e controle de estoque. Nessa interligação, a tecnologia ainda não chegou ao seu momento ideal, muito menos a gestores desses dois universos”, disse.

Questionado sobre o futuro pós-pandemia, Vantine foi objetivo. “Nós, humanos, somos dotados de grande resiliência. Não existe um novo normal, mas existe um aprendizado e uma nova visão, que deve incorporar as mudanças do nosso tempo pós-pandemia. O que vale a pena para empresas de grande porte e para as mais tradicionais, é contar com um comitê permanente de análise e gestão do ‘improvável’, como o caso de eventos tão disruptivos como a pandemia, que superam o imprevisível, para a análise constante dos riscos e dos impactos que causaram e que ninguém esperava”.

Ele enfatizou a importância de recorrer a exemplos de outros setores e mercados para entender a pluralidade das soluções e práticas adotadas e moldá-las à logística. “Na minha opinião, não devemos olhar para a China, porque eles têm outra visão do trabalho, mas sempre olharmos para mercados que têm coisas a nos ensinar, como os Estados Unidos, França e Alemanha. O ponto importante desse benchmark é fazê-lo do ponto de vista da gestão e da operação em empresas diferentes dos setores que estamos”.

O diretor presidente e CEO da ABOL, Cesar Meireles, fez questão de saudar o amigo de longa data. “Foi uma alegria muito grande participar deste encontro que festeja a logística e sempre circunda o caro amigo Vantine. Tive o privilégio de ter sido seu aluno há muito tempo, na Bahia, quando o conceito de logística integrada estava sendo ali configurado e concebido. Como dizia o poeta Vinicius de Moraes, “amigo você não faz, você reconhece”. Tive a alegria de ‘reconhecer’ o Vantine como amigo. Além da sua projeção como pensador fecundo e vanguardista sobre a logística, ele é sinônimo de detalhamento acadêmico e conceitual, o que nos traz um ganho muito grande de compreensão e aprendizado”, comentou.

Meireles parabenizou os organizadores e participantes da iniciativa pela diversidade de assuntos propostos e trouxe os Operadores Logísticos para a discussão. “O setor dos Operadores Logísticos é um setor ainda muito novo e em consolidação. O que conversamos hoje, faz parte da nossa agenda: a disrupção, a tecnologia, a inovação e a necessidade da estruturação de uma economia que suporte o investimento a esta inclusão. Mas devemos nos questionar sobre qual Brasil estamos falando, porque as diferenças entre as regiões são abissais”, comentou.

O diretor presidente e CEO da ABOL comentou ainda que a busca por segurança jurídica também faz parte da agenda da associação, e mencionou um dos principais projetos da entidade: o Projeto de Lei nº 3757/2020, de autoria do deputado federal Hugo Leal (PSD/RJ), que dispõe sobre a atividade de operação logística e que altera o decreto nº 1.102/1903, que trata sobre armazenagem geral.

“O Projeto de Lei traz duas questões específicas: o reconhecimento do nosso setor e a possibilidade de atualizar o decreto da armazenagem geral, que é secular. Peço a gentileza para que todos possam colaborar, acessando o link https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=20164, somando voz positiva ao projeto de lei, expressando a importância de contarmos com um ambiente de maior segurança jurídica para atrairmos mais investimento, gerando mais emprego e renda, colaborando positivamente para a construção de um PIB sólido, a partir de uma atividade mais previsível. Creio eu que o futuro, e findo aqui, não pode ser analisado sem abordar a questão da sustentabilidade e da inclusão. Temos novas regras, agora”, concluiu Meireles.

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