VIVENDO A LOGÍSTICA

QUALIDADE & PRODUTIVIDADE EM LOGÍSTICA

Lendo o PONTO DE VISTA desta e da última edição, você vai constatar o nosso pensamento sobre o tema acima.

Há 15 anos realizamos dois Seminários sobre este tema, um em Salvador promovido pelo CESEC – Centro de Estudos Sócio-Econômicos da Federação do Comércio do Estado da Bahia e outro em São Paulo.

Qualidade & Produtividade em Logística

J.G. Vantine.


PONTO DE VISTA

PRODUTIVIDADE NO SISTEMA DE TRANSPORTE

Na edição passada, utilizei um neologismo,TRANSPORTIVIDADE para destacar a importância essencial da busca contínua (KAIZEN) da produtividade nos processos do sistema de transporte. E o que significa isso? Significa que está na hora da relação EMBARCADOR x TRANSPORTADOR x RECEBEDOR deixando a velha e abominável prática de redução de frete a qualquer custo.

É preciso usar a inteligência conjugada principalmente por parte da indústria (ou Embarcador) porque ela sabe o significado de produtividade. O que certamente não sabe (e não quer saber) é que UM PRODUTO SÓ TEM VALOR QUANDO ESTÁ NA MAO DO CLIENTES, e quem faz isto é o transporte.

Por outro lado, as empresas de transportes também têm a sua “culpa no cartório”, porque não se dá o devido valor, se vende a qualquer preço. Não sabe negociar com planilha aberta na qual se respeita impostos, encargos trabalhistas e lucro. As demais variáveis podem ser abertamente discutidas.

Há algum tempo, realizamos um belíssimo projeto para uma das maiores empresas de bebidas do mundo, um veículo de carga concebido dentro da legislação brasileira de trânsito, com capacidade de transporte de 26 paletes completos de cerveja ou de refrigerante (Veja a concepção e o produto abaixo).

O PROJETO
A REALIDADE

Este veículo, formando uma frota deveria gerar uma redução de 15% no custo de transporte anual da empresa, mas não atingiu esta produtividade. E por que não? Porque nos processos internos da fábrica os tempos de carga e descarga não permitiram a realização da quantidade de ciclos diários de cada veículo, portanto gerando uma perda da utilização deste veículo. É o mesmo raciocínio que se aplica na engenharia industrial para determinação dos processos de produção, com o máximo de produtividade.

J.G.Vantine