VIVENDO A LOGÍSTICA

ABRAS’93 

Durante a Convenção da ABRAS de 1993, voltei a insistir em dois temas extremamente importantes, e isso muito antes de se falar em ECR: Parceria e Alianças Operacionais e o outro Terceirização em Logística.

Assim, fomos fazendo a história, porém infelizmente nos anos que se sucederam houve pouco progresso na busca de resultados da sinergia entre os processos da Logística integrada e os fornecedores e rede varejistas.

Esse tema merece uma nova avaliação porque ainda o elevado custo do abastecimento é repassado para o preço de venda ao consumidor.

Matéria Abras´93

J.G. Vantine.

 


PONTO DE VISTA

AS PARALELAS SE ENCONTRAM NO INFINITO

Infinito é uma alegoria criada pelo imaginário do homem e depois transferida para a complexidade da matemática. E por que falo das paralelas? Nesta semana houve dois fatos que refletem sérios problemas para a Logística: O primeiro refere-se ao ato terrorista de 11 de setembro que completou 6 anos, e a partir do qual entre inúmeras medidas de segurança o Governo americano criou o ISPS Code – Código Internacional de Segurança e Proteção de Navios e Instalações Portuárias e dentro dele o CSI – Container Security Initiative, com implicações relacionadas com a infra-estrutura de segurança dos portos e a utilização pesada da tecnologia da informação, ou seja, os portos brasileiros (aliás, do mundo todo) que tiveram navios com carga direcionada aos portos americanos precisam se equipar com forte aparato de segurança, bem como dispor do equipamento de raio “X”, de forma tal que a imagem digital de cada contêiner seja enviada antecipadamente as autoridades da alfândega americana. Isso eleva custo e exige fortes investimentos por parte dos portos.

O segundo fato do mundo paralelo foi a declaração de inocência do presidente do senado brasileiro, Renan Calheiros. Renan que vira sinônimo de falcatrua e mentira (aliás, perfeitamente sintonizado com o Governo, cujo assunto tratei no último editorial quando criei a expressãoDEMOCRATURA). Certamente a maciça maioria dos brasileiros esclarecidos foi dormir indignada no dia 12 de setembro, mas nós da Logística certamente adicionamos a este sentimento também o da revolta, pois nesta mesma data, mais um estudo desenvolvido por uma das mais conceituadas instituições de estudo e pesquisa do Brasil, a Fundação Dom Cabral, divulgou e foi publicado na Gazeta Mercantil os resultados analisados pelo professor coordenador, meu amigo Paulo Resende, ratificando a situação precária da infra-estrutura do transporte rodoviário do país, anunciando a necessidade de investimento de R$5 bilhões, e o pior identificando o elevado custo de manutenção dos caminhões, quase o dobro do normal, valor esse endossado pela grande maioria de empresas operadoras de transportes.

Já virou tema de piadas o fato do nosso presidente sempre dizer “não sei de nada”, “não vi nada”, “não conheço nada”. E esse é o mundo paralelo, ou seja, a pequena minoria que comanda e decidi, enquanto hipocritamente busca o caminho da longa permanência do poder, a imensa maioria já sofredora devido ao excesso da carga tributária, acima dos 35% do PIB (como diz o slogan da rádio Joven Pan Brasil “o país dos impostos”), e enquanto o Presidente Lula continua investindo na triste realidade da miséria social com absoluta má intenção, ao mesmo tempo coloca no mesmo patamar de importância a promoção comercial do caju do nordeste (nada contra essa deliciosa fruta) com a infra-estrutura portuária, rodoviária e aeroviária do país.

Esse é o foco do mundo paralelo e para final reflexão quero sugerir que entidades como FIESP, e por que não a ASLOG, a NTC&Logística e outros setores da comunidade empresarial e especificamente de Logística criarem a FALL – Força Armada da Libertação da Logística. Não armada de fuzis, metralhadoras, mas sim de integridade moral, ética e determinação, para buscar a liberdade para investir e ser competitivo no que hoje é considerado o maior instrumento de diferencial dos vencedores no mundo: A LOGÍSTICA.

J.G. Vantine.